Fim de semana de vinho no Chianti
Florence: Chianti wineries tour with wine tasting
- Free cancellation
- Small group
A região vinícola do Chianti fica entre Florença e Siena — um mosaico de vinhas, olivais, alamedas de ciprestes e aldeias medievais cobrindo aproximadamente 300 quilómetros quadrados. Este itinerário de fim de semana usa a Via Chiantigiana (SR222) como espinha dorsal, a histórica estrada do vinho que liga Greve in Chianti, Panzano, Castellina, Radda e Gaiole. É necessário carro.
Estimativa de orçamento: €180–280 por pessoa para dois dias: alojamento €80–160/noite (agriturismo), provas em adegas €15–40 por sessão, almoço €20–30, jantar €35–55. As compras de vinho são projeto seu.
Aluguer de carro: levante em Florença (Santa Maria Novella ou aeroporto FLR). Não conduza para a ZTL de Florença. Estacione fora do centro histórico e apanhe o elétrico ou um táxi. Dirija para sul pela SR222 na manhã de sábado.
Dia 1: O coração do Chianti Classico — percurso norte
Manhã: Greve in Chianti (10h–12h)
Greve in Chianti é a capital não oficial da região — 45 minutos de carro a partir de Florença (37 km para sul pela SR222). A triangular Piazza Giacomo Matteotti está ladeada de edifícios arcados com lojas de vinho, talhos e contadores de deli.
O que fazer em Greve:
- Enoteca del Chianti Classico (Piazzetta Santa Croce 8) — centenas de garrafas de Chianti Classico, máquina de vinho de autoserviço para provar ao copo. Uma excelente e descontraída introdução à denominação.
- Macelleria Falorni (Piazza Giacomo Matteotti 71) — uma das grandes lojas de talho-deli da Toscana; a finocchiona (salame de funcho) e as carnes curadas são excelentes
- Mercado de quarta-feira — se o fim de semana cair numa quarta-feira, a praça acolhe um pequeno mercado de produtos
Noções básicas do Chianti Classico: a DOCG cobre vinhas entre Florença e Siena; o Chianti Classico deve ter pelo menos 80% de Sangiovese. O Chianti Classico Riserva exige 24 meses de envelhecimento; o Gran Selezione (o escalão de topo) exige 30 meses. O “Gallo Nero” (Galo Negro) no rótulo marca o Classico genuíno.
Visita à adega 1: zona de Panzano (12h–14h30)
Panzano in Chianti, 7 km para sul de Greve, fica na Conca d’Oro (Bacia Dourada) — um anfiteatro de vinhas voltado para sul considerado a melhor zona de cultivo da denominação.
Melhores adegas perto de Panzano:
- Fontodi — uma das melhores propriedades do Chianti Classico; o Flaccianello della Pieve (Sangiovese de vinha única) é um vinho de referência. Prova e visita à cave apenas com marcação, ~€30.
- Villa Vignamaggio — histórica villa (diz-se que é o local de nascimento do modelo da Mona Lisa); tours de vinho e jardim, atmosfera descontraída
- Lamole di Lamole — altitude de 700 m; vinhos frescos e estruturados; terraço de prova com vistas
Almoço: a maioria das adegas com marcação de prova oferece uma opção de almoço ligeiro (charcutaria, queijo, bruschetta, €15–25 por pessoa). Trate quando reservar.
Tarde: Castellina in Chianti (15h–17h30)
Castellina in Chianti fica 18 km para sul de Panzano. O centro medieval tem um corredor coberto (a Via delle Volte) que corre sob as muralhas de fortificação do século XV — uma das ruas mais atmosféricas da região.
Em Castellina:
- Percorra a Via delle Volte — arcada de túnel medieval, iluminada por pequenas aberturas quadradas
- Enoteca Antiqua (Piazza del Comune) — pequena loja de vinho com excelente seleção de Chianti Classico e serviço com conhecimento
- A torre da fortaleza (gratuita) dá uma boa vista sobre as colinas circundantes
Visita à adega 2: zona de Castellina
- Rocca delle Macie — grande propriedade amiga dos turistas; tours de cave disponíveis sem marcação; €15–25 para prova
- Castello di Fonterutoli — propriedade da família Mazzei que produz alguns dos Chianti Classico mais consistentes da região; reserva necessária para prova
Noite: check-in no agriturismo e jantar (18h)
Reserve um agriturismo na zona de Castellina ou Radda para a noite — estará no coração das vinhas, com vistas que ficam douradas ao anoitecer.
Boas opções de agriturismo:
- Tenuta di Ricavo (Castellina in Chianti) — aldeia medieval convertida, piscina, comida excecional
- Palazzo Leopoldo (Radda in Chianti) — elegante solar no cimo do monte, excelente restaurante
- Podere Campriano (perto de Greve) — mais simples, excelente valor, terraço com vinha
Jantar:
Se o agriturismo incluir jantar (muitos incluem, a €35–45), tome-o — a cozinha caseira é frequentemente o ponto alto da estadia. Se jantar fora:
- Osteria di Casa Chianti (Panzano in Chianti) — excelente cozinha local, bom valor
- Trattoria Bel Vedere (Radda in Chianti) — terraço com vista para o vale, bistecca e pici pasta
Dia 2: O Chianti oriental — Radda, Gaiole e Badia a Coltibuono
Manhã: Radda in Chianti (9h–10h30)
Radda in Chianti fica 14 km a leste de Castellina. O centro da aldeia (pop. ~1 500) está construído numa crista a 531 m; o Palazzo del Podesta do século XIII domina a praça principal. Mais tranquilo do que Greve, excelente para um café da manhã.
A Enoteca del Chianti Classico em Radda (Piazza 4 Novembre) vende vinhos ao copo e proporciona orientação para a zona oriental.
Meio da manhã: Badia a Coltibuono (10h30–13h)
Conduza 12 km para leste até à Badia a Coltibuono — um mosteiro vallombrosano do século XI convertido numa das propriedades mais celebradas do Chianti. A propriedade produz Chianti Classico e azeite envelhecido.
A visita:
- Tour à adega e prova (~€20–30, reserve antecipadamente): a cave está parcialmente nos edifícios medievais da abadia; os vinhos são de estrutura tradicional
- O restaurante no local serve almoço com emparelhamentos de vinhos da propriedade; uma refeição completa custa €45–60 por pessoa, valendo pelo ambiente
- O jardim — os jardins originais do mosteiro estão abertos para os visitantes que percorrem os terrenos
Tarde: Gaiole e Castelo de Brolio (13h30–16h30)
Almoço em Gaiole in Chianti (8 km para sul):
- Osteria di Badia (Via Strade in Chianti 3) — simples, local, excelente ribollita
Depois do almoço, conduza 10 km para sul até ao Castello di Brolio — a casa ancestral da família Ricasoli, que criou o blend moderno do Chianti Classico no século XIX.
O castelo e jardins estão abertos para visitas autoguidadas (€8). A enoteca dentro do castelo vende a gama completa dos vinhos do Barone Ricasoli com provas. O tour à adega (reserve antecipadamente, €25–35) inclui a história da propriedade, as caves históricas e uma prova comparativa das vindimas atuais.
A vista das ameias do castelo sobre a paisagem circundante do Chianti é o melhor panorama elevado da região.
Partida: opções de regresso (17h)
Rota de regresso a Florença: a SR222 para norte (a rota panorâmica, 1 hora) ou a SR484 para leste até à autoestrada de Siena (mais rápida, 45 minutos).
Rota para Siena: 20 km para sul pela SR484, 30 minutos. Siena vale uma paragem de noite se o seu programa permitir (veja o guia de excursão a Siena ou o itinerário semana perfeita na Toscana para detalhes de Siena).
Se continuar para o Val d’Orcia: 65 km mais para sul; veja o circuito pelo Val d’Orcia para a continuação.
Essenciais do vinho do Chianti
O que beber
Chianti Classico é o núcleo: 80–100% Sangiovese, sabores de cereja e terra, alta acidez que corta a rica cozinha florentina. Procure:
- Fonterutoli, Felsina, Isole e Olena, Riecine (gama média; €15–25)
- Fontodi Flaccianello, Montevertine Le Pergole Torte (sério; €40–80+)
Chianti Classico Riserva: mesma zona, envelhecimento mínimo de 24 meses; mais estruturado, mais caro.
Super Toscanos: blends com Cabernet Sauvignon ou Merlot não elegíveis para o estatuto DOC do Chianti; o Sassicaia (costeiro), o Tignanello (propriedade Antinori perto de Greve) são os mais famosos. Preços mais altos, carácter diferente.
Vin Santo: o âmbar vinho de sobremesa feito de uvas Trebbiano e Malvasia secas ao ar; servido com biscoitos cantucci para mergulhar. Todas as adegas o fazem; a qualidade varia do mel ao extraordinário.
O que comer com ele
- Bistecca alla Fiorentina — o T-bone envelhecido 35 dias de boi Chianina; cozinhado mal passado, cotado por peso (~€5 por 100g)
- Pici al ragù — pasta espessa enrolada à mão com molho de carne cozida lentamente; o almoço clássico do Chianti
- Ribollita — sopa toscana de feijão e pão; excelente com Chianti Classico jovem
- Finocchiona — salame de funcho dos talhos de Greve; coma com pão toscano sem sal
- Pecorino stagionato — queijo de ovelha envelhecido, duro e picante; excelente com a Riserva
Perguntas frequentes sobre este itinerário
Preciso de reservar adegas com antecedência?
Sim, para os tours a adegas com visita à cave. Muitas propriedades de topo (Fontodi, Badia a Coltibuono, Castello di Brolio) exigem visitas apenas com marcação. Reserve diretamente por e-mail com 1–2 semanas de antecedência na época intermédia, 3–4 semanas em abril–maio. As provas sem reserva prévia são possíveis nas lojas de enoteca em Greve e Castellina.
Existem transportes públicos no Chianti?
Limitados. Os autocarros SITA ligam Florença a Greve in Chianti (1 hora), e algumas aldeias mais para sul. Mas as visitas a adegas e a rota panorâmica SR222 são impraticáveis sem carro. Alguns operadores oferecem tours de vinho organizados pelo Chianti a partir de Florença com transporte em minibus — veja o nosso guia de excursão ao Chianti para detalhes.
Qual é a melhor altura para um fim de semana de vinho no Chianti?
Setembro–outubro é o ideal: época da colheita, as vinhas estão carregadas de fruta, a luz é dourada e muitas propriedades realizam festivais de colheita (vendemmia). Maio–junho é a segunda melhor escolha — flores silvestres, temperaturas mais frescas. Evite agosto: muitas adegas familiares pequenas fecham parte do mês, e o calor torna as provas de vinho a meio do dia difíceis.
Quantas adegas devo visitar em dois dias?
Duas por dia é confortável (manhã e tarde). Três é possível, mas torna-se uma maratona. O vinho do Chianti tem alta acidez e álcool — o ritmo importa. Coma sempre antes ou durante as provas, e beba água.
Qual é a diferença entre Chianti e Chianti Classico?
O Chianti Classico é a zona histórica do coração (entre Florença e Siena), regulamentada desde 1932, com o Gallo Nero (Galo Negro) no rótulo. O “Chianti” genérico pode vir de uma zona muito mais ampla cobrindo várias províncias da Toscana, com requisitos de qualidade mais flexíveis. Na zona Classico, os blends dominados por Sangiovese são quase sempre superiores. O nosso guia do vinho do Chianti explica o sistema de denominações em detalhe.
Melhores experiências
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